Artigos - Viva Melhor
Gratificação
É bom saber quais são as conseqüências se você atender alguns conselhos.
Conselhos dificilmente vêm acompanhados das conseqüências caso sejam observados. Normalmente se fala mais das conseqüências se tais conselhos não forem observados e muitas vezes essas conseqüências vêm como uma ameaça.
- "Se você não fizer isso vai acontecer aquilo."
Mas e se você fizer?
De forma alguma estou aqui estimulando que você não siga os conselhos recebidos, isso é de sua decisão.
Só estou, provocativamente alertando que existe conseqüência seguindo ou não, logicamente conseqüências diferentes.
Isso todo mundo sabe, então porque não nos dizem das conseqüências no caso de atendermos os bons conselhos?
VIVA INTENSAMENTE
Coloque tudo de você, inove, faça tudo com muita paixão como se fosse a última oportunidade.
Tem livros, palestras e muita gente de cabelos grisalhos aconselhando isso.
Se você já atingiu esse estágio de saber viver, não desista, continue aperfeiçoando porque o bom viver vai ficando cada vez melhor.
Entre as conseqüências desse estilo de vida, todas boas, há uma para qual nunca fui alertado, só com o tempo você descobre: a gratificação.
Cometendo o pecado da generalização, afirmo: O universo gratifica pelo tempo, não pela intensidade.
Você agradeceu aquele cara que segurou seu braço, colocou a mão no seu peito ou buzinou, impedindo que você atravessasse a rua no instante em que passava um caminhão no local que você estaria se não fosse impedido?
Você se assustou, ficou branco, molhou as calças, quando lembrou de agradecer, o “salvador” tinha sumido. Aí pensa: - Foi Deus!
Foi Deus nada. Foi um cara normal como você, porque você também já fez isso e muitas vezes.
O cara salvou sua vida e você nem o nome dele sabe, quando muito soltou um “muito obrigado” amarelado, baixo e você sabe que ele nem ouviu.
Passado alguns minutos você continua seu caminho em direção ao shopping para comprar um belo presente para o seu grande amigo. Grande, porque é o mais antigo.
Participei de uma cerimônia de despedida onde o dono da empresa doou uma casa para o segurança que se aposentava, no discurso enalteceu os 40 anos de serviço e brincando disse que conhecia o vigia desde jovem quando iniciou, sempre foi vigia, dormia em serviço, varias vezes o depósito foi assaltado, mas sempre cumprimentava todos pelo nome e com um largo sorriso.
Noutra ocasião perguntei a esse mesmo empresário se ele lembrava ter acontecido, com ele ou com sua empresa, alguém, funcionário ou não, ter evitado um grande acidente ou dado alguma idéia que a empresa ganhou muito em segui-la. Foi um demorado saca-rolha, mas ele lembrou de diversos casos. Perguntei quantas casas ele tinha dado a esses heróis, alguns anônimos.
É, a vida é assim.
Quem vive intensamente sempre deixando melhor onde passa, não vive assim porque busca alguma gratificação. Ele é um herói, não um caça prêmios.
A gratificação para quem vive intensamente é o próprio viver e não o futuro, ele não está buscando a felicidade pela gratificação, ele é feliz pelo que faz e como faz.
Gente do tipo “mesmice”, que sempre deixa as coisas acontecerem, que passa a vida se escondendo do risco, tem sua casa, seus filhos estudando e esquiando na Europa.
Aqueles que dão um murro no seu peito fazendo seu coração voltar a pulsar ou uma idéia que salva sua empresa, estão no anonimato.
A aposentadoria é por tempo. Ser seis volts a vida toda gera gratidão. Um relâmpago no local e momento certo chega assustar.
Não escrevo isso para que você deixe de viver intensamente, ou passe a reclamar gratificações, mas sim para que lembre de reconhecer e agradecer os “deuses” que vivem nos salvando.
BOM ASTRAL
Esteja de bem com a vida, seja feliz, sorria, sempre há o lado bom, o bom humor é o melhor remédio.
Também há livros, palestras e muita gente de cabelos grisalhos aconselhando isso.
Se você já atingiu o estágio de não se arrepender de nada é porque sabe valorizar o lado bom, inclusive daquilo que os outros acham ter sido um desastre. Não desista, continue aperfeiçoando porque o bom humor, sendo contagioso, faz sua roda melhor e todas as coisas parecerem ser oportunidades, não dificuldades.
Entre as conseqüências desse estilo de vida, todas boas, há uma para qual nunca me alertaram, só com o tempo você descobre: o reconhecimento.
Cometendo o pecado da generalização: O universo reconhece pela aparência e não pela real situação.
Estava numa fila que já alcançava a calçada aguardando mesa num restaurante simples. Na minha frente estava uma senhora mulata madura, mas muito atraente. Andando pela caçada veio um cego com sua tradicional bengala e deu um encontrão na mulata que por estar de costas não pode sair de seu caminho. Sorrindo o cego pediu desculpas para a senhora, elogiou seu agradável perfume e continuou seu trajeto. Todos da fila, mais com dó da mulata do que do cego, comentamos: “não é cego ou tem um olfato de cachorro para tão bem escolher em quem dar um encontrão”.
Tenho certeza que o cego saiu dali pensando no bom esbarrão que deu, no mínimo melhor que num poste. O cego estava de tão bom astral que sua deficiência foi, por nós, colocada em dúvida.
Fomos criados para reconhecer o “coitadinho” e somente depois de reconhecido, ajudá-lo.
Cometendo mais outro pecado da generalização: Um sujeito alegre, de bem com a vida não precisa de ajuda, se pede alguma coisa é porque é vagabundo.
Não adianta alguém nos pedir ajuda, nós precisamos reconhecer sua necessidade e a aparência é vital para esse reconhecimento.
Paradigma: Quem precisa de ajuda precisa estar no papel de coitadinho.
Todos já assistimos reportagens de ricos pedintes que se vestem mal, utilizam crianças, ou seja, enganam bem fazendo o papel de coitados.
Aquele que já aprendeu levar sua vida bem humorado pode ficar doente, com fome, desempregado, sofrer um acidente qualquer, nada disso tirará seu humor. Se for forte passará por tudo isso sem reclamar e até dará risada de sua desgraça.
O coitado é um profissional da reclamação, vive pedindo ajuda, é um bom “marqueteiro” de suas dificuldades.
O feliz tem prazer em ajudar, ele sempre está pronto para doar, ele também passa por momentos difíceis. Ele passa, não fica.
Porque ninguém nos disse que é mais difícil obter ajuda quando você está de bem com a vida?
Não escrevo isso para que você deixe seu bom humor, mas sim para que não se deixe levar pelas aparências.
É mais fácil encontrar mentira num pedido de gente que vive reclamando que num pedido de um cara feliz.
Aprenda a reconhecer e ajudar quem realmente merece de ajuda mesmo que as aparências não estejam condizentes. Quebre esse paradigma.
É o interior e não a aparência que deve validar uma verdade.
É bom saber quais são as conseqüências se você atender alguns conselhos.
Conselhos dificilmente vêm acompanhados das conseqüências caso sejam observados. Normalmente se fala mais das conseqüências se tais conselhos não forem observados e muitas vezes essas conseqüências vêm como uma ameaça.
- "Se você não fizer isso vai acontecer aquilo."
Mas e se você fizer?
De forma alguma estou aqui estimulando que você não siga os conselhos recebidos, isso é de sua decisão.
Só estou, provocativamente alertando que existe conseqüência seguindo ou não, logicamente conseqüências diferentes.
Isso todo mundo sabe, então porque não nos dizem das conseqüências no caso de atendermos os bons conselhos?
VIVA INTENSAMENTE
Coloque tudo de você, inove, faça tudo com muita paixão como se fosse a última oportunidade.
Tem livros, palestras e muita gente de cabelos grisalhos aconselhando isso.
Se você já atingiu esse estágio de saber viver, não desista, continue aperfeiçoando porque o bom viver vai ficando cada vez melhor.
Entre as conseqüências desse estilo de vida, todas boas, há uma para qual nunca fui alertado, só com o tempo você descobre: a gratificação.
Cometendo o pecado da generalização, afirmo: O universo gratifica pelo tempo, não pela intensidade.
Você agradeceu aquele cara que segurou seu braço, colocou a mão no seu peito ou buzinou, impedindo que você atravessasse a rua no instante em que passava um caminhão no local que você estaria se não fosse impedido?
Você se assustou, ficou branco, molhou as calças, quando lembrou de agradecer, o “salvador” tinha sumido. Aí pensa: - Foi Deus!
Foi Deus nada. Foi um cara normal como você, porque você também já fez isso e muitas vezes.
O cara salvou sua vida e você nem o nome dele sabe, quando muito soltou um “muito obrigado” amarelado, baixo e você sabe que ele nem ouviu.
Passado alguns minutos você continua seu caminho em direção ao shopping para comprar um belo presente para o seu grande amigo. Grande, porque é o mais antigo.
Participei de uma cerimônia de despedida onde o dono da empresa doou uma casa para o segurança que se aposentava, no discurso enalteceu os 40 anos de serviço e brincando disse que conhecia o vigia desde jovem quando iniciou, sempre foi vigia, dormia em serviço, varias vezes o depósito foi assaltado, mas sempre cumprimentava todos pelo nome e com um largo sorriso.
Noutra ocasião perguntei a esse mesmo empresário se ele lembrava ter acontecido, com ele ou com sua empresa, alguém, funcionário ou não, ter evitado um grande acidente ou dado alguma idéia que a empresa ganhou muito em segui-la. Foi um demorado saca-rolha, mas ele lembrou de diversos casos. Perguntei quantas casas ele tinha dado a esses heróis, alguns anônimos.
É, a vida é assim.
Quem vive intensamente sempre deixando melhor onde passa, não vive assim porque busca alguma gratificação. Ele é um herói, não um caça prêmios.
A gratificação para quem vive intensamente é o próprio viver e não o futuro, ele não está buscando a felicidade pela gratificação, ele é feliz pelo que faz e como faz.
Gente do tipo “mesmice”, que sempre deixa as coisas acontecerem, que passa a vida se escondendo do risco, tem sua casa, seus filhos estudando e esquiando na Europa.
Aqueles que dão um murro no seu peito fazendo seu coração voltar a pulsar ou uma idéia que salva sua empresa, estão no anonimato.
A aposentadoria é por tempo. Ser seis volts a vida toda gera gratidão. Um relâmpago no local e momento certo chega assustar.
Não escrevo isso para que você deixe de viver intensamente, ou passe a reclamar gratificações, mas sim para que lembre de reconhecer e agradecer os “deuses” que vivem nos salvando.
BOM ASTRAL
Esteja de bem com a vida, seja feliz, sorria, sempre há o lado bom, o bom humor é o melhor remédio.
Também há livros, palestras e muita gente de cabelos grisalhos aconselhando isso.
Se você já atingiu o estágio de não se arrepender de nada é porque sabe valorizar o lado bom, inclusive daquilo que os outros acham ter sido um desastre. Não desista, continue aperfeiçoando porque o bom humor, sendo contagioso, faz sua roda melhor e todas as coisas parecerem ser oportunidades, não dificuldades.
Entre as conseqüências desse estilo de vida, todas boas, há uma para qual nunca me alertaram, só com o tempo você descobre: o reconhecimento.
Cometendo o pecado da generalização: O universo reconhece pela aparência e não pela real situação.
Estava numa fila que já alcançava a calçada aguardando mesa num restaurante simples. Na minha frente estava uma senhora mulata madura, mas muito atraente. Andando pela caçada veio um cego com sua tradicional bengala e deu um encontrão na mulata que por estar de costas não pode sair de seu caminho. Sorrindo o cego pediu desculpas para a senhora, elogiou seu agradável perfume e continuou seu trajeto. Todos da fila, mais com dó da mulata do que do cego, comentamos: “não é cego ou tem um olfato de cachorro para tão bem escolher em quem dar um encontrão”.
Tenho certeza que o cego saiu dali pensando no bom esbarrão que deu, no mínimo melhor que num poste. O cego estava de tão bom astral que sua deficiência foi, por nós, colocada em dúvida.
Fomos criados para reconhecer o “coitadinho” e somente depois de reconhecido, ajudá-lo.
Cometendo mais outro pecado da generalização: Um sujeito alegre, de bem com a vida não precisa de ajuda, se pede alguma coisa é porque é vagabundo.
Não adianta alguém nos pedir ajuda, nós precisamos reconhecer sua necessidade e a aparência é vital para esse reconhecimento.
Paradigma: Quem precisa de ajuda precisa estar no papel de coitadinho.
Todos já assistimos reportagens de ricos pedintes que se vestem mal, utilizam crianças, ou seja, enganam bem fazendo o papel de coitados.
Aquele que já aprendeu levar sua vida bem humorado pode ficar doente, com fome, desempregado, sofrer um acidente qualquer, nada disso tirará seu humor. Se for forte passará por tudo isso sem reclamar e até dará risada de sua desgraça.
O coitado é um profissional da reclamação, vive pedindo ajuda, é um bom “marqueteiro” de suas dificuldades.
O feliz tem prazer em ajudar, ele sempre está pronto para doar, ele também passa por momentos difíceis. Ele passa, não fica.
Porque ninguém nos disse que é mais difícil obter ajuda quando você está de bem com a vida?
Não escrevo isso para que você deixe seu bom humor, mas sim para que não se deixe levar pelas aparências.
É mais fácil encontrar mentira num pedido de gente que vive reclamando que num pedido de um cara feliz.
Aprenda a reconhecer e ajudar quem realmente merece de ajuda mesmo que as aparências não estejam condizentes. Quebre esse paradigma.
É o interior e não a aparência que deve validar uma verdade.